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Angicos,19/07/2024

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Pedro Nuno considera que França mostra que Europa não virou à direita

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Pedro Nuno considera que França mostra que Europa não virou à direita

No final de uma visita a uma escola em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, durante as jornadas parlamentares do PS, Pedro Nuno Santos respondeu aos jornalistas que, em Portugal, não existe "nenhuma frente de esquerda" e que essa é a "realidade francesa", uma vez que cada país tem a sua "resposta adequada à realidade nacional".



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O líder socialista disse estar "muito satisfeito com os resultados" das eleições de domingo em França.


"A extrema-direita foi travada. Nós ainda há uns dias estávamos quase todos convencidos de que a extrema-direita ia ter uma vitória. Não teve. Teve uma derrota", enfatizou.


Para Pedro Nuno Santos, é "muito importante" que tenha ficado claro com as eleições francesas "que essa ideia de que a Europa virou à direita, que isto é uma viragem estrutural, é falsa".


"A direita foi travada no Reino Unido e a direita foi travada em França e, portanto, essa coisa da viragem estrutural e definitiva à direita não corresponde à realidade recente dos dois atos eleitorais em dois dos maiores países do continente europeu", apontou.


Um outro aspeto muito relevante destas eleições, na análise do líder do PS, é que foram os jovens que deram "uma vitória à esquerda para derrotar a extrema-direita".


"Portanto, também essa ideia que se foi instalando de que há uma viragem estrutural da juventude para a direita, também não bate certo com aquilo que aconteceu em França, em que a juventude deu, de forma clara e inequívoca, uma vitória à esquerda", alegou.


Pedro Nuno Santos pediu ainda um pouco de seriedade na análise que se faz dos resultados em França e para que não se continue a dizer que a extrema-direita "teve mais votos quando na realidade isso se deve ao facto de ter havido desistências das outras candidaturas".


Na segunda volta das eleições, realizadas no domingo, a coligação de esquerda (Nova Frente Popular) alcançou entre 177 e 198 lugares na Assembleia Nacional enquanto a aliança centrista do Presidente francês, Emmanuel Macron, ficou em segundo lugar, com 152 a 169 lugares.


A União Nacional, de extrema-direita, que obteve a liderança na primeira volta, ficou em terceiro lugar no domingo: entre 135 e 143 deputados.


Leia Também: Pedro Nuno a Montenegro: "Deputados do PS também têm um compromisso"




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